July 10, 2020

Cafezinho 297 – Empatia Positiva

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Tente lembrar da última vez que você compartilhou com alguém algo excitante, que lhe entusiasmou, de verdade. Se a pessoa reagiu também entusiasmada, você certamente se lembra da onda boa que invadiu você, que fez você mais feliz. E o contrário também vale: você chega entusiasmado, fala daquele podcast maravilhoso que ouviu e a pessoa responde com desdém ou então, total desinteresse. É um banho de água fria.

É a isso que remete a ideia da empatia positiva: conectar-se com os outros e compartilhar emoções positivas. Demonstrar alegria quando alguém lhe contar que comprou um carro ou então ganhou uma promoção. Demonstrar felicidade autêntica com as conquistas do outro.

As redes sociais transformaram-se no ambiente onde buscamos reforçar nossas experiências emocionais, compartilhando-as uns com os outros. Examine como funcionam as áreas de comentários. Veja quantas pessoas estão jogando para cima, quantas para baixo e você entenderá a dificuldade de praticar a empatia positiva.

Hoje em dia, no Brasil, falar bem de qualquer coisa virou motivo de vergonha e demonstração de ignorância. Se você fala bem de um político, é porque faz parte do bando dele. Se elogia uma ação do governo, é porque é gado. Se fala bem de uma propaganda de banco, é porque desconsidera o mal que o banco causa à sociedade.

Nos transformamos numa sociedade amarga, de gente que só vê o lado vazio do copo. Nenhuma notícia pode ser boa. É proibido saborear qualquer sucesso. Nascemos para sofrer, não tem jeito.

Como praticar empatia positiva numa sociedade incapaz de celebrar o sucesso, hein? Somos como um time de futebol que entra em campo sem confiar no técnico, sem confiar nos jogadores, sem confiar em sua capacidade de ganhar o jogo. Até onde você acha que esse time vai?

Pare de ser o brochador, o mimizento, o sujeito ranzinza que quebra o tesão dos outros com aquele maldito “mas”. Não destrua a sensação boa que a pessoa está tendo ao compartilhar com você algo que ela acha legal.

Empatia positiva. Saborear a sensação boa do outro não é apenas bom, é necessário.

É questão de sobrevivência.

 

 

 

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